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Até onde devo agachar?

 

Essa é uma das mais colocadas perguntas feitas pelas pessoas que praticam o exercício físico, nesse caso, o exercício agachamento. Respostas são várias e, na maioria das vezes equivocadas. Ou porque elas sentem mais trabalho dos músculos ou porque como lhes foram administradas o movimento de outras formas ou porque as suas estruturas músculo-esquelética não lhes permitem.

A amplitude durante o movimento de agachar depende de muitos fatores, como, a aprendizagem, a cultura, os objetivos e a liberdade das estruturas neuro-músculo-articulares. Logo, uma boa aprendizagem do posicionamento das estruturas do corpo, ajudam na consciência do mesmo, aumentando suficiente segurança e motivação.

A cultura tem um certo efeito na moldagem genética e estrutura.  Assim a cultura de alguns países asiáticos, condicionam a capacidade destes poderem passar várias horas numa posição de agachamento profundo, quase sentados, inclusive, fazendo as suas refeições e “dormir” nessa posição contrariamente aos europeus, que consideram excessiva e muito complicada.

Convém referir que o objetivo também influencia a amplitude do movimento, por exemplo, dando maior enfase numa certa musculatura.

De todos os fatores acima referidos, a liberdade das estruturas neuro-músculo-articular é o maior preditor da amplitude do movimento durante o agachamento. Mesmo com uma boa aprendizagem do posicionamento do corpo, inserido numa cultura com seus costumes de “dormir” agachados e ter o objetivo de estar numa posição que o músculo exerce mais força, mas se o músculo não possuir capacidade de produzir forças suficiente para mover a articulação, ou se esta última, ter a suas alterações anatómicas vai ditar os graus de movimentos permitidos e seguros.

As lesões músculo-esqueléticas surgem quando existem uma má aprendizagem e o desrespeito da liberdade e do limite das estruturas neuro-músculo-articulares.

Ora, cada pessoa é um ser único, protegido pelas suas individualidades, o mesmo exercício pode ser diferente para duas pessoas com os mesmos objetivos, inseridos na mesma cultura e até mesma estatura e/ou idade.

De forma a não infringir os seus limites neuro-músculo-articulares e despoletar amplitudes de movimentos inapropriados, sem consequências de lesões, enfatizando performance e a maior e melhor qualidade do movimento e, consequentemente, a saúde e estética, é necessária uma orientação de um profissional de exercício físico para avaliar os seus limites e ensinar a melhor execução do movimento. 

 

Sidney Neto - Personal trainer